Depressão Pós-covid-19

Quantas pessoas sofrem efeitos a longo prazo, e por quanto tempo, é assunto de grande interesse no contexto do COVID-19. Se procurarmos na base de dados global de literatura coronavírus da OMS, obtemos mais de 800 resultados que ligam o COVID-19 a todos os tipos de problemas — desde depressão e pneumonia. Mas nenhum estudo epidemiológico que acompanha milhares de pessoas ao longo do tempo revelou ainda os impactos a longo prazo na saúde e na sua duração.

Os sobreviventes de internamento e cuidados intensivos podem apresentar uma taxa de demência até 50%, um terço tem depressão e 15% têm PTSD”, num período de semanas a meses após a recuperação inicial. Os sobreviventes do COVID terão pelo menos isso e provavelmente mais.

Já estão a ser revelados os efeitos para a saúde mental do COVID-19 nos profissionais de saúde. De acordo com as Nações Unidas, os profissionais de saúde na China reportaram altas taxas de depressão (50%), ansiedade (45%) e insónia (34%).

Acresce que para alguns que já sofriam, de uma perturbação depressiva tiveram a sua condição exacerbada, desenvolvendo uma desordem depressiva persistente é sobreposta com um episódio de dor insuportável.

O medo do contágio tem empurrado as pessoas para o comportamento que exacerba a depressão e a ansiedade, o que pode levar a ideação suicida e ou suicídio, elevando a mortalidade de Covid-19 entre pessoas que nem sequer o contraíram.

De momento ainda não se conhecem números concretos de suicídio e de doença mental devido ao Covid-19. Urge falar da saúde mental com maior concretização num momento em que vários desafios são colocados às pessoas.

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