O lado positivo da pandemia

Curiosamente, a eficácia percebida e a conformidade com o distanciamento
social também foram associadas a menores riscos de perturbaçáo mental. De
forma consistente, medidas de proteção individual, incluindo uso de máscara e
desinfeção domiciliar, foram associadas a menos stresse e sintomas
depressivos. De fato, as medidas de saúde pública na prevenção da infeção das pessoas e dos seus familiares contribuíram para sentimentos de segurança e alívio numa perspetiva mental relacionado à pandemia.

No início da pandemia, pessoas com grande carga horaria de trabalho e
estudantes universitários sentiram-se aliviados. Esta fase foi uma oportunidade
única para muitos para passarem tempo com a família, fazerem atividade que
desde há muito tempo adiavam ou para disfrutar de um pouco do tempo livre.
Assim, a pandemia a curto prazo contribuir positivamente para a saúde mental
dos mesmos.

No entanto, ficar em casa por mais tempo foi também associado ao aumento
do risco de sintomas depressivos. Interações sociais presenciais e atividades
externas limitadas levaram a um estilo de vida fisicamente inativo e sedentário
por meses, o que poderá ter contribuído para o aborrecimento, o mau humor ou
perturbação mental. As populações mais vulneráveis em relação às mudanças
bruscas de regras sociais e processamento de informações de saúde são a
população idosa e com menor escolaridade, principalmente no mundo digital,
onde a comunicação pública é realizada essencialmente online.

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