Situações de guerra e stress pós-traumático

Populações de militares expostos à guerra e ao combate possuem uma elevada probabilidade de serem expostas a situações de extrema ameaça e de virem a desenvolver Transtorno de Stresse Pós-Traumático (PTSD), e outras condições clínicas associadas. Porém, em Portugal, são escassos os instrumentos de medida e os estudos empíricos destinados a promover o conhecimento científico sobre a saúde mental dos Veteranos de guerra.

O principal problema psicológico que aflige os ex-combatentes é o PTSD que inclui flashbacks do combate, paranoia constante e a incapacidade de agir em ambiente familiar, social e profissional. É o nome atual do que ficou conhecido como trauma de guerra. Apesar de ser frequente num contexto militar, não é uma honra exclusiva para estes. O PTSD pode atacar qualquer vítima ou testemunha de desastres naturais, incidentes terroristas, acidentes sérios ou ataques violentos, ou seja, qualquer evento aterrorizante que possa conduzir à morte ou ferimentos graves.

Esse problema provém das condições das guerras atuais, onde as tropas lidam com múltiplos realistamentos por períodos estendidos, curtos períodos de sono, operações de 24 horas sem descanso, missões alteradas constantemente, onde combatentes e civis se misturam. Na 2ª Guerra Mundial, onde o combate era menos complexo e os inimigos mais claros, 1 a cada 20 veteranos apresentaram sintomas relacionados com PTSD.

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